Periodontite e Peri-implantite

“Não rir, nem lamentar-se, nem odiar; mas antes compreender.” Baruch Spinoza


Existem coisas, fatos, pessoas, acontecimentos na vida que nos deixam perplexos. O que seria a perplexidade? Penso sentir-me perplexo quando algo se dá contra o meu desejo, a minha “certeza”, a minha ilusão. Assim é quando nos decepcionamos com nossos afetos, nossos encontros e desencontros com as pessoas e acontecimentos da vida.

É freqüente, é comum na vida dos profissionais de saúde, creio mesmo que com todos os prestadores de serviço, o paciente (ou cliente) relatar um histórico de desapontamentos com a condução de um caso, ou com o epílogo de um trabalho, que o desapontou, ou no mínimo ficou aquém da expectativa. Fico a me perguntar: a que será que houve? Como a coisa chegou a isso? Será que houve dolo? Alguém teve má-intenção? A indicação terapêutica estava de acordo? Todas as variáveis foram seguidas a risca?

Então me ocorre aquilo que tão bem enunciou Bertrand Russel: “Aquilo que os homens de fato querem não é o conhecimento, mas a certeza!”. Considerando sermos pessoas de bem, e que certeza poucas temos na vida, e a principal delas nem é mais a vida...

Há doenças que não tem cura, tem tratamento para melhorar a qualidade de vida do paciente. No geral poderíamos dizer que as moléstias agudas (aquelas que dão de repente) matam ou saram (curam-se); já as crônicas (aquelas que nos acompanham ao longo da vida) não matam imediatamente, mas tem tratamento paliativo.

As causas prevalentes na perda do elemento dental (dente) são a cárie, e a doença periodontal (periodontite), que são doenças crônicas principalmente esta última, que às vezes se agudiza, doem (dor de dente, abscessos, por exemplo).

Gostaria de desenvolver um pouco deste texto falando sobre a periodontite. Trata-se de doença infecciosa provocada por bactérias anaeróbicas (que vivem em ambientes sem oxigênio). Estas bactérias existem na boca, com a pessoa tendo ou não dentes, ou próteses, ou implantes. Aproveitam os lugares onde haja raízes dentais ou implantes dentais, e desenvolvem colônias (ninhadas). Fica a questão: “então todas as pessoas que tenham dentes ou implantes terão a doença?”. Não necessariamente, uma vez que nem todos desenvolvem tuberculose, embora tenhamos pulmões e bacilos para desenvolvermos a doença.

O seu cirurgião-dentista irá propor-lhe um plano de prevenção, acompanhamento e controle da doença cárie, da periodontite, ou peri-implantite quando for esse o caso.

Insisto para que tenhamos relações responsáveis com os profissionais que nos servem, sejam eles dentistas, médicos, advogados, arquitetos, técnicos em computação, mecânicos de automóveis, enfim a melhor relação possível é a que merece confiança, credibilidade. Como nos melhores casamentos: é preciso um pacto de aliança, e lealdade!

Cuide bem de si, procure ajuda profissional, leve-se a sério, engaje-se em prol do seu bem, de sua melhor condição de saúde. Você é único, primeiro e permanente responsável pelo seu bem!

Que a boa fortuna esteja a seu lado, que as bênçãos te acompanhem, e a sua capacidade de compreensão se desenvolva a cada dia; uma vez que certezas...