O Porquê das Coisas

“As aparências enganam aos que odeiam, e aos que amam...”


Quando fazemos, ou refazemos algo sem sabermos por que, simplesmente como quem repete, refaz algo perdido, desfeito, ou “conserta” repetindo o modelo; podemos estar repetindo o acerto ou erro sem nos darmos conta que os processos da Vida são dinâmicos, e que aquilo que alguma vez foi tão bom pode não ser mais, ou estar desajustado, ou insuficiente em sua solução.

Chorar, porque se tem fome, pode ser uma boa solução para um bebê de 3 meses de idade, mas não para uma criança de 3 anos! Houve tempos em nossas vidas que dizer “não sei, não posso” resolvia algumas situações embaraçosas, mas com a chegada da maturidade, essa não é mais a atitude correta.

Quando os Dentistas restauram um dente, refazem um trabalho, ou tratam novos e inusitados problemas bucais, uma questão está presente: “O que foi que aconteceu?”. Não basta restaurar o dente quebrado, ou a refazer a restauração que fracassou, é preciso investigar-se a causa desse evento. Acidente esporádico? Ou incidente previsível, um epílogo anunciado?

Na atualidade dá-se muito valor ao estético, em todos os vetores da atividade humana, assim é na Medicina, e assim é na Odontologia. Muitas vezes pacientes nos procuram para soluções estéticas em seu sorriso, nos buscam para o embelezamento de sua aparência, de sua presença física frente ao outro.

Nós fazemos uso de inúmeros recursos de tecnologia aplicada à técnica, de sutis recursos das artes plásticas (escultura, pintura, trabalhos com imagem) para alcançarmos uma excelente solução estética. Mas, uma questão faz-se presente: “Por que foi que isso aconteceu?”. Quando nos damos conta do problema, sem identificarmos a sua origem, a sua causa (etiologia), as chances de soluções pouco duradouras, ou de pouca abrangência são enormes.

Ao Cirurgião-Dentista cabe primeiro investigar as causas, para depois intervir na terapia (tratamento). Quem não sabe de onde vem, saberá para onde está indo! Essa abordagem vale para toda e qualquer questão de nossas vidas. O que se passa comigo? Porque estou aqui ou assim? O que fazer para restaurar uma melhor condição, prever novos infortúnios, ou manter o equilíbrio do sistema?

Há uma cadeira em Odontologia chamada Oclusão, e com ela estudamos as funções mastigatórias, como se dá o contato entre os dentes quando mastigamos, ou estamos aparentemente sem tocar nossos dentes. Restaurações não se quebram a toa, dentes muito menos. Por isso é tão importante conhecermos Oclusão, não basta a beleza, é preciso o equilíbrio funcional também. Provavelmente muito dos atentos leitores já ouviu, ou até mesmo lidou com as questões do bruxismo, do ranger de dentes, e a oclusão dental lida com as soluções destas questões.

Em sua próxima visita ao seu Cirurgião-Dentista pergunte-lhe sobre esse assunto, e como isso se aplica ao seu caso. Você irá surpreendê-lo positivamente, e ele irá valorizá-lo ainda mais como seu paciente, como “peixinho” querido de seu aquário!


Forma e função, beleza e conteúdo!


Oclusão e...


conclusão.